Deprecated: mysql_connect(): The mysql extension is deprecated and will be removed in the future: use mysqli or PDO instead in /home/mariaspo/public_html/library/database.php on line 4
Novidades - Marias Portugal
Marias Portugal
JN

Jornal de Notícias

31 de Julho · 2012

Capital da Cultura cria Maria e vende-a em chapa de chocolate

A CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA tem, a partir de hoje, uma nova mascote. Trata-se da "Maria Guimarães", uma encomenda da organização cultural à artista Madalena Martins.
A figura tem associada uma pequena linha de produtos para venda, como ímanes, crachás e sombrinhas de chocolate. Maria Guimarães chega ao público com um elmo semelhante ao de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. Traz ainda um lenço azul que simboliza a primeira bandeira da nação, intimamente ligada a Guimarães enquanto "berço da nacionalidade". No alto do elmo leva ainda a cantarinha dos namorados, peça artesanal típica. No tronco, Maria veste o verde e o vermelho dos bombos das festas Nicolinas. Na mão, carrega uma lança adornada com ramos de pinheiro e uma maçã no topo, relembrando as oferendas dos rapazes às raparigas, que aguardam nas varandas durante aquelas festividades.
Os têxteis e a cutelaria fazem-se representar através do bordado de Guimarães da blusa, e nos talheres que a boneca carrega. O nome foi escolhido "porque as Marias são contadoras de histórias", explica a autora, Madalena Martins. Esta pretende "contar a história de Guimarães, a alma da cidade".


PRIMA DA DE PONTE DE LIMA

Maria Guimarães é "prima" da Maria de Ponte, homóloga de Ponte de Lima da autoria da mesma designer, Madalena Martins. O projecto Marias de Portugal "vai estender-se a mais cidades", revela ainda Madalena Martins.

Delfim Machado


Sol

Sol

31 de Julho · 2012

Uma nova Maria nasceu na Capital Europeia da Cultura

Uma nova Maria, uma boneca de barro feita a nove mãos, que pretende explicar e ilustrar as tradições da cidade, desde a cutelaria, bordados, curtumes e gastronomia, nasceu hoje na Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012.
Maria de Guimarães é o nome do novo símbolo vimaranense, hoje apresentado.
Uma 'mulher de armas', em forma de pote, que, segundo a criadora Madalena Martins, «é uma contadora de histórias, pronta a viajar pelo país, levando consigo Guimarães».
Apresentada como um «pote de segredos», Maria Guimarães traja as cores de Portugal, verde e vermelho, mas também o azul da primeira bandeira do país que nasceu em Guimarães.
«A Maria é uma contadora de histórias. A História de Guimarães, que é também de Portugal. Conta a alma da cidade e está pronta para viajar pelo mundo com as tradições da cidade e os segredos que lhe contarem», explicou Madalena Martins.
Roliça, Maria enverga o bombo dos Nicolinos na saia, «uma das marcas de Guimarães», à cinta três talheres que fazem desta Maria, como tantas outras, «uma mulher de armas» que usa as ferramentas típicas de Guimarães: as cutelarias.
Com o elmo de D. Afonso Henriques na cabeça, Maria Guimarães segura um pinheiro - símbolo de outra das festas de Guimarães - em couro, «lembrando a indústria dos curtumes vimaranense», além dos sapatos que traz às costas.
A cantarinha dos namorados, um pássaro em forma de rolha, separa os segredos de Maria do mundo e garante que esta «apenas conta algumas das histórias que sabe».
Numa única peça, afirma a autora, «estão representadas as indústrias representativas de Guimarães: cutelarias, curtumes, calçado, bordados e artesanato».
Esta é uma Maria «feita a nove mãos», explicou a autora.
«Entre a bordadeira, o senhor dos curtumes, eu, o que faz a maçã do amor que ela tem, o pau do pinheiro, os talheres e todos os detalhes desta Maria, são nove pessoas que fazem esta boneca», descreveu.
Outra particularidade deste projecto, Maria de Guimarães, é que este é «inclusivo», afirmou a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, Francisca Abreu.
«A Maria envolve um processo de envolvimento e de partilha. Um trabalho feito entre artesão, reclusos e artista, que dá uma nova interpretação da nossa identidade», disse.
Isto porque algumas das peças do traje de Maria são feitas por reclusos do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. E como minhota que é, Maria Guimarães não resiste a um petisco.
«A Maria traz sempre consigo uma Bolacha Maria», apontou Madalena Martins.
Maria Guimarães pode ser comprada na loja da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 em formato de boneca, chocolate ou íman.

Lusa/SOL


Diário Económico

Diário Económico

13 de Fevereiro · 2012

Como um bom plano de negócios pode elevar a arte

Alunos do Magellan MBA apoiam empresários da Incubadora de Indústrias Criativas IN Serralves

No princípio está a ideia. Um rasgo de criatividade com o potencial para chegar às pessoas e causar impacto no mundo. Mas isso nem sempre chega. Num mundo cada vez mais competitivo, precisamos de saber como nos destacar no meio do ruído, como fazer chegar a nossa mensagem de uma forma consistente e com futuro. Por vezes, é preciso saber como olhar para a arte como um negócio.
Assim, no âmbito de um protocolo estabelecido, em 2008, entre a EGP.UPBS e a Fundação de Serralves, a escola de negócios promoveu a iniciativa “The Magellan MBA meets IN Serralves”, em Janeiro, com o objectivo de promover o empreendedorismo nas indústrias criativas.
Este projecto, que levou alunos do The Magellan MBA a prestar serviços de consultoria de negócio às incubadoras criativas de Serralves, visa cumprir objectivos de responsabilidade social e proporcionar aos MBA “uma oportunidade muito formativa de ajudarem ao desenvolvimento de projectos empresariais reais no domínio das indústrias criativas”, explica Jorge Farinha, ‘vice dean’ da EGP-UPBS e director do Magellan MBA.
Uma das mentes criativas envolvidas na iniciativa foi Madalena Martins, licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes do Porto e uma das empresárias da Incubadora de Indústrias Criativas IN Serralves. “Depois de participar na mostra POP’s em 2009 (Projectos Originais Portugueses) logo percebi que os projectos de autor, “guardados na gaveta” durante anos, poderiam levar-me por um novo caminho bem mais aliciante: ser designer dos meus próprios projectos e torná-los comerciais”. E assim nasceu a marca Bicho Sete Cabeças, que visa criar novas peças que revelam a identidade do nosso país em forma de objectos de design.
Para a ‘designer’, “sem empreendedorismo uma indústria criativa apaga-se. E fundamental criar um negócio inovador e rentável, impulsionador de novas ideias, organizado para crescer e gerar emprego”, defende Madalena Martins. “Uma grande ideia tem de potencializar negócio e nunca parar de inovar”.
É aqui que entra o contributo essencial dos MBA da EGP-UPBS no projecto. “São tipicamente mais analíticos e com uma formação transversal em competências de gestão, o que combina especialmente bem com os empreendedores em causa, por natureza mais fortes na componente criativa mas mais carentes na visão da gestão e organizativa”, aponta Jorge Farinha. O responsável do The Magellan MBA defende também que o facto deste ser composto maioritariamente por alunos estrangeiros pode “trazer uma visão internacional ao desenvolvimento das actividades das empresas incubadas neste sector, o que pode ser extraordinariamente importante “.
Porque o sucesso não acaba na ideia, é preciso ir mais além, pensar no longo prazo, juntar uma ideia de negócio ao conceito criativo que queremos apresentar ao mundo. “Nem sempre basta ter talento ou ser apaixonado e persistente, é preciso estruturar uma indústria criativa como um negócio crescente”, explica Madalena Martins.

Pedro Quedas


Visão

Visão

08 de Setembro · 2011

Design para a cabeça

Durante as Feiras Novas, na sexta-feira, 9, a designer Madalena Martins (e o seu ícone Maria de Ponte) prepara-se para lançar um arco que simboliza a festa e pode ser usado por crianças e adultos.
É o arco usado pela mascote da festa -a Matilde-, simbolizando as arcadas das iluminações festivas e a auréola da padroeira das Feiras Novas. De metal, com bolinhas em cartolina, foi feito à mão por reclusos do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. Estará à venda na banca da Maria de Ponte e na das Feiras Novas.


JN

Jornal de Notícias

24 de Agosto · 2011

Café com... Madalena Martins

Madalena é um bicho de sete cabeças e um canivete suíço, investiga problemas pelo prazer de lhe oferecer solução. É designer de comunicação e é minhota. Tem 35 anos, é criativa inspirada e inspiradora - e é mãe de Maria, boneca que, há dois anos, ganhou apelido: de Ponte. Maria de Ponte é o galo de Barcelos de Ponte de Lima, a boneca que é bandeira da vila, terra natal da progenitora, e das Feiras Novas, festa popular que seduz o país inteiro. Matilde, "a cabeçudinha da festa, minhota de olhar atento, redondinha de tanto comer sarrabulho, que usa auréola de santa, brinco das sete chagas e canta ao desafio", nasceu em 1999, faltavam dois meses para Madalena acabar a licenciatura em Belas Artes, no Porto.
"No fim do curso, estudei a aplicação do design gráfico às iconografias da arte popular portuguesa. Percebi logo a potencialidade da nossa tradição, da casa que é o nosso país", recorda. Por isso, na antecâmara da entrada no mercado de trabalho, aquela encomenda de um objecto que servisse de identidade às festas de Ponte de Lima soube-lhe "a cereja no topo do bolo". "Foi o meu primeiro contacto com o povo, que se apaixonou logo pela estranha Maria", diz a rir.
O tempo passou, onze anos quase, Madalena abriu atelier, um magnífico sexto andar, na baixa, com vista para o Bolhão, cumpriu encomendas do quotidiano. E Maria, a boneca, cresceu. Entrou na pré-adolescência, e a mãe, para as Feiras Novas deste ano, desenhou-lhe um arco. "Desenhei-o para a Maria, mas foi pensado para contagiar toda a gente". No próximo ano, toda a gente o vai usar. Vai uma aposta?
Foi em 2009 que a espiral criativa ganhou velocidade. Madalena, sempre a lutar contra o tempo, sempre a lutar por um intervalo para poder recriar a tradição - e não apenas responder a encomendas do atelier -, desenvolveu candeeiros cabeçudos e candidatou-os à primeira edição do "POP's - Projectos Originais Portugueses", de Serralves. Foi seleccionada. Pensou: "É mesmo isto que quero fazer". Mas não queria só conceber obectos de design. "Queria criar um conceito, uma marca e uma mensagem." Nasce então o "Bicho Sete Cabeças", o segundo filho. E sim, ela cria os objectos, as embalagens, estuda-lhes o significado, escreve as mensagens, tudo. Nada ali é de deitar fora. E ela é os funcionários todos da empresa. Trabalha das sete horas da manhã até quando calhar, dá-se duas folgas a cada duas semanas.
O logotipo d'O Bicho tem sete cabeças diferentes, como um canivete suíço, existe para resolver problemas. "Em 2010, criei o penso rápido, gigante, para colocar, por exemplo, nos carros, evitando a ida ao chapeiro." A criação ganhou a edição de 2010 do POP's. Seguiram-se as andorinhas, que antes se colocavam nas fachadas, sinónimo de saudade, e que ele desenhou para colocar na lapela; ou o Post Me, bloco de lembretes para usar como alfinete de peito - o dela, montra principal das criações, das no dia desta entrevista, dizia: "Comprar areia para a gata".
Tudo o que cria obedece a duas premissas: "resolver o problema com humor, que Portugal não é só fado e tristeza; e reabilitar a tradição, dando-lhe novo uso". Parece fácil, não é. Dos artesãos que contactou, tantos, só ouviu "não". Não faz mal. Na prisão de Paços de Ferreira, encontrou "o paraíso: homens com valências fantásticas". Foi com eles que, em apenas mês e meio, transformou 55 outdoors da Super Bock nas cinco mil almofadas dos 3R: "reciclar, reutilizar e recluso". A próxima paragem, a convite da Unicer, já está marcada: criar objectos a partir de resíduos industriais com os srem-abrigo da CAIS.

Helena Teixeira da Silva


Visão

Visão

07 de Agosto · 2011

O Minho não é só 'o vira'!

Conhece a Maria de Ponte? A figura saiu das romarias para o mundo urbano

É minhota, com o típico "puxo" no cabelo, alegre, com sentido de humor, amante das tradições populares. Maria de Ponte nasceu há pouco mais de um ano em Ponte de Lima, pelas mãos de uma filha da terra, a designer Madalena Martins, e pretende ser um dos ícones desta vila minhota.
Da imagem de Maria faz parte grande parte da identidade das tradicionais Feiras Novas como a vaca das cordas (o seu animal de estimação), o arco que representa as festas (o arco da Matilde), o vinho verde e o sarrabulho.
A ideia de conceber uma marca para aquela vila nasceu a partir de "um trabalho de aplicação da arte popular portuguesa ao design gráfico", conta Madalena, ela própria uma apaixonada pelas festas populares, genuínas, com alma, "onde as pessoas vibram".
A Maria de Ponte o ponte, claro, é inspirado na travessia sobre o rio Lima está, então, a surgir em objetos inspirados nos gigantones e cabeçudos disponíveis em dois tamanhos, e ainda em crachats, camisolas, sombrinhas e bolas de chocolate (em colaboração com a também minhota A Avianense). A pensar nesta época, a designer, de 35 anos, aproveitou ainda a imagem da Maria para adornar os típicos sacos de rebuçados da Páscoa (sim, aqueles enormes que se colocam na boca e passado umas horas ainda lá andam).
Uma das particularidades é o facto de muitas das criações de Madalena Martins contarem com a habilidade artística de presos do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. "São os meus parceiros, quero que faça parte do conceito das marcas", salienta.
No próximo mês, a criadora espera ter a loja on line (disponível em www.mariadeponte.pt ) para a venda destes (e de outros) produtos. Por enquanto, encontra-os na Papélia (R. Santa Catarina, 125), Alma Viva (Pça. D. Filipa de Lencastre, 49) e loja de Serralves (Museu de Serralves, R. D. João Castro, 210) no Porto.

Florbela Alves